PRÊMIO ALUÍZIO ALVES DE JORNALISMO
para estudantes de Jornalimo e Radialismo do Rio de Janeiro

O concurso será oficializado dia 3 de maio, na sede da ABI. (Associação Brasileira de Imprensa).

Data limite para apresentação dos trabalhos: 02 de junho de 2001.

Poderão participar todos os estudantes de Jornalismo e Radialismo.
De accordo com o Jornal Tribuna do Norte de 02 de maio, o Prêmio Aluízio Alves de Jornalismo poderá e deverá ser extensivo aos estudantes de outros Estados.

Regulamento, inscrição, premiação e prazos constam no folheto especialmente preparado para ampla divulgação.

Inscrições:
Centro Norte-Riograndense.
Av. Rio Branco, 257/grupo 810 -Centro - Rio de Janeiro - CEP 20041-009.
Tel: (21)240 8293 - Horário das 13.30 às 17h de segunda à sexta-feira.

Maiores Informações:
Léo Christiano Editorial Ltda.
Caixa Postal 25026/20.552-970
Tel.: (21) 568-1979 e 234-8594.

 
PÁGINA AZUL
À Zulmira Rosa

No país de minh´alma há um rio sem mágoas,
Um rio cheio de ouro e de tanta harmonia,
Que se cuida escutar no marulhar das águas
Do sussurro de um beijo a doce melodia.

Este rio é o meu sonho, um sonho azul e puro.
Como um canto do Céu, como um braço do Mar;
Loura réstia de sol a rebrilhar no escuro,
Casta luz que cintila em torno de um altar.

De um altar que palpita e que sofre e que sonha,
Soletrando a cantar a linguagem do Amor...
Do altar do Coração, a paisagem risonha
Onde brotam sorrindo as ilusões em flor.

Vem beber, meu amor, neste rio que é fonte,
E fonte de esperanças e lago de quimera...
Vem morar num país que não tem horizonte,
Onde não chora o Inverno e só há Pimavera.

" Transcrições: "Horto", páginas 80 e 187,respectivamente, 4ª Ed. Fundação José Augusto,Natal, 1970.

PASSANDO

Homenagem do Centro Norte Riograndense no transcurso do primeiro centenário do falecimento da Poetisa Potiguar AUTA DE SOUZA:

Ao Dr. Celestino Wanderley, em agradecimento à sua "Morte de Cecy"

Quando me vêem passar risonha e calma,
Sem um pesar que me anuvie a fronte,

Perdido o olhar na curva do horizonte,
Cuidam que eu tenho o paraíso n'alma,

Mesmo encontrei quem me dissesse um dia:
"Invejo-te a existência descuidosa.
"
Como se espinhos não tivesse a rosa,
Ou fosse a vida isenta de agonia
!

Porém, enquanto, desdenhosa, altiva,
Eu vou passando, alegre ou pensativa...
A rir, a rir, como um feliz demente,

Meu pobre coração dentro do teu peito
Triste doente a agonizar no leito

Vai soluçando dolorosamente...

Auta de Souza Araçá - 1895 Centro Norte-Riograndense - 07/02/2001